
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
FERNANDO PESSOA
Poesia de Fernando Pessoa: Adiamento
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ai que prazer
Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

domingo, 26 de julho de 2009
Foi pintor romântico londrino. É considerado por alguns um dos percursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre o sublime feito de cor e luz
Fernando CALHAU
(1948-2002)
No trabalho de Fernando Calhau, a diversificação dos meios é orientada por uma exigência de coerência conceptual no Sublime
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Escritor, argumentista, realizador e cantor português.
Assobiar é uma atitude de descontracção, em contrapartida neste livro por vezes sentimos a contracção dos nossos medos descritos de forma simples, onde os conceitos do quotidiano se misturam em velocidade com gestos simbólicos numa escrita livre, sem preconceitos. - *ROXA*
segunda-feira, 20 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
A escola é funcional?
Onde estão as BOAS PRÁTICAS do Ensino,
Sociedade e Culturas. ???
Às vezes sinto-me perdida na escola; não pelos alunos, as crianças espelham o ambiente onde são educadas, mas pelo ambiente criado à volta da hipocrisia e burocracia que cresce ao longo do ano lectivo.
Na escola que se pretende aberta à comunidade, não existe uma verdadeira comunicação entre entidades! Onde falha a interacção que deve existir entre os comportamentos cívicos os valores e o bom senso?
Deixei de ter tempo para preparar visitas de estudo como gosto, de dar prazer aos alunos, sentir que tiram partido dos conhecimentos, responsabilidade, alegria de viver e da empatia que se cria fora das paredes da sala de aula, ser capaz de conciliar o trabalho da aula / escola.
O novo conceito de escola, é muitas vezes contraditório, das teorias pedagógicas ao ensino aprendizagem (aluno), até ás leis e normativos legais.
Do plano de actividades, à transversalidade entre as várias disciplinas, à calendarização, à materialização do elo professor / aluno / escola, dos suportes como prioridades orientadores de opções educativas, passando pelos documentos onde as ideias se organizam em função do trabalho com os alunos, que muitas das vezes divergem em contextos fora da realidade e…onde os problemas sociais são difíceis de trabalhar na sala de aula. Tendo a diferenciação dos alunos, origem em situações de pobreza persistente, reduzidos consumos culturais, grupos desfavorecidos e marginais, falta de cuidados básicos de higiene, situações de abuso e negligência, consumo de substâncias aditivas, famílias disfuncionais, ou problemas de discriminação racial ou social; tudo isto exige metodologias diferenciadas que devem ter em conta as dimensões da turma e as suas necessidades diversificadas, para que possa existir uma eficaz articulação disciplinar.
Todo o trabalho pedagógico implica um esforço, a que se juntaram dificuldades acrescidas das condições de trabalho e da matriz organizadora da instituição escolar numa escola em transformação.
Os novos elementos de avaliação, na constante mudança e complexidade, são na minha opinião um entrave a todo o processo educativo e ao processo de avaliação tanto de alunos como de professores.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
resposta às cartas de desamores… dando cumprimento
Emergir nos 5O0 anos com amores e desamores compôs o meu anúncio no jornal, não vá o Diabo lembrar-se e defender-me de prejuízos causados por danos amorosos, não pensados, vividos a fundo sem explorar a alminha com quem partilhava tal amor, sem desconfianças, sem pensar nos danos causados…. As demandas e imprudências em cismas de novelas Mexicanas.
Como solução, para minimizar os prejuízos emocionais, declaro que assumo a minha parte de responsabilidade, das minhas necessidades básicas e humanas, sem restrições do exercício da sexualidade.
Na minha postura feminina desresponsabilizo-me por qualquer dano causado nestes seres, gajos!...ser amoroso e com limitações advindas, onde o macho outorga um papel paternalista e exige uma postura da submissão feminina em parâmetros idealizados.
Dados como provados os seguintes factos: Rescisão do amor por negligência, má-fé, violando os deveres de cooperação, coabitação, assistência, desajeitando o trabalho e comprometendo a possibilidade da vida em comum.
Na gravidade da violação do dever amoroso, venho por este modo disciplinando as actividades em escrituras públicas de inventários, partilhas e separações.
Faz também saber, que não me responsabilizo por depressões, queda de cabelo, descompensações, quistos, mal entendidos, etc…
Ocupo um espaço num programa equacionado de forma a ordenar e reparar as emoções na dimensão bi(o) polares Ódio / Amor.
Quem quiser explorar o desígnio em expressões abstractas, sem citações bíblicas e sem vícios sociais, faça o favor de se acomodar à sua vontade sem querer parecer bem!... Cante uma canção de amor, amue, pinte, mas compreenda inteiramente a verdade em estado de consciência sem ofensivas.
Se alguém souber de algum impedimento, deve acusá-lo nos termos da lei e para fins de direito.
Publique-se. Cumpre-se
E “fomos felizes para sempre”.
Lolita Aparícia, num fetiche.
Boa Vida, 5 de Junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
"Obra" Adília Lopes
Obra
Autora:Adília Lopes
(Nascida em Lisboa em 1960)
Poetisa, cronista e tradutora
Editor - Mariposa Azual
Escolhi Adília não hoje, mas há muitos anos, já ela me convidava a conhecer os gatos dela mesmo sabendo que sou alérgica a gatos.
Não gosto de casamentos mas gostei particularmente do casamento de Adília no Tapete de Arraiolos da sala de jantar. Os convidados somos todos nós, leitores, e não há melhor amor quando é espontâneo, sem pensarmos nas manchas que eventualmente sugam ou sujem o tapete da nossa alma que passará a ter de certeza cores diferentes.
Nada, melhor do que estar apaixonada, ou pior do que estar a viver em estado de tintas fixas em loucos sonhos sem lamentos, sem pensarmos nos erros de ortografia e na gramática da moral.
Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, leva-me a subir a bainha da saia e mostrar o prazer de ler e entrar nos conflitos dos relacionamentos onde a música ajeita o corpo em sons que se perdem nas minhas células em Êxtase cósmico.
Foi com Adília que me deixei apaixonar sem que seja necessário o “objecto” amado, é deixar fluir a vida, os sonhos do quotidiano, secretos “objectos” do imaginário.
Nas pontas das palavras em passos miudinhos onde o mundo amadurece, desvinculada do moral, Adília sugere-nos um programa como directora artística de uma “Obra” de tangos cheia de desafios, uma dança a par com malícia literária de um estilo próprio. Adília Lopes deu-me o (en)canto de identificação de um dialogo novo, do exótico, do sensual, dos paradoxos.
Reivindica o seu sexo, uma mulher bela «nu» espelho mágico, “uma mulher tão depressa era feia era bonita” – A Bela Acordada, pag. 300.
“Obra”, a sua certidão, a autobiografia.
“Pinto para dar uma face ao medo” disse Paula Rego uma das mais conceituadas pintoras, assim identifico e relaciono a ilustração da capa e contra capa da “Obra”, forma da artista se comprometer com os sonhos de Adília Lopes.

Gostava de conhecer Adília Lopes em pessoa.
Maria Teresa Macedo
Adília Lopes - "Louvor do lixo"




