terça-feira, 8 de junho de 2010

Vícios Anónimos

Vícios Anónimos

"... Existem espaços, fechados em nós, nos outros. Aquilo que vemos é apenas aquilo que somos. A realidade de mim, é a que vês pela tua janela. O grito mudo da cada gesto que encontras aqui, também tu já o experimentaste, um dia, de uma forma, ou de outra, de um lado ou de outro do muro. São anónimos, são vícios mas não são só meus... são nossos..."

Comuna Teatro de pesquisa dia 26 de Junho às 20:00

Elenco: Ana Brilha, Filipa Marques, Patricia Caeiro, Rute Moura, Teresa Macedo e Vera Venancio.
Direcção e Encenação: João Rosa

Sinopse:

Todas elas anónimas, encontram-se à hora marcada. Antes deste instante não se conheciam, viviam no secretismo no seu vício privado, prazer fugaz ou refúgio que lhes adormecesse os sentidos. Seis mulheres com diferentes percursos de vida encontram-se para tentar falar pela primeira vez e ultrapassar os gestos repetitivos com que aos poucos têm destruído as suas vidas e a daqueles que as rodeiam. Procurando a causa da dependência para encontrar o caminho para a cura cada uma delas se expõe por inteiro relatando, entre a compulsão e a culpa, o que as levou até aquele instante. Na mesma sala se juntam assim seis vícios, seis vidas, por entre o álcool, a droga, o sexo, os fármacos, a cleptomania e a solidão, fala-se do impulso irracional, da vontade de romper com a repetição e do que a motivou. Através da sua voz conseguimos entrever o instante do primeiro furto, da disfunção familiar, da agressão psicológica, da violência do abandono e da busca da auto-estima. Cada uma destas histórias vem assim, em tom intimista, mostrar-nos a fragilidade do ser humano e a necessidade do outro.
  

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”
Margaret Mead

sábado, 5 de junho de 2010

Henry Purcell - The Fairy Queen - If love's a sweet passion

sábado, 15 de maio de 2010

Dia Internacional dos Museus 15 a 18 Mai

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dia Internacional dos Museus
15 a 18 Mai
Sob o lema Museus e Harmonia Social, proposto pelo ICOM (International Council of Museums), comemora-se a 18 de Maio o Dia Internacional dos Museus. À semelhança dos anos anteriores, cada museu prepara o evento com a individualidade que a sua colecção requer e em consonância com o tema proposto, mantendo as portas abertas, em gratuidade, durante todo o dia. Para além disso, inauguram-se exposições, propõem-se ateliês e oficinas, visitas comentadas, recriações históricas, performances, animações diversas e programações especiais para as crianças. A Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, através do Museu da Cidade, Museu Bordalo Pinheiro, Museu do Teatro Romano, Museu do Fado e Museu da Marioneta, assinalam a data, oferecendo um conjunto de actividades diversas e de acesso livre. Destaque para a Noite dos Museus no Teatro Romano (15 de Maio), onde são encenadas leituras de textos de autores clássicos, recriando a ambiência da Lisboa romana.
MUSEU DO TEATRO ROMANO
Pátio do Aljube, 5
217 513 200
Em cena no Teatro Romano
Visita onde são declamados trechos de autores do séc. I
15 Mai: 21h-24h
Vicissitudes de duas estátuas: os silenos do Teatro Romano e do MNA
Percurso entre o Museu do Teatro Romano e Museu Nacional de Arqueologia

domingo, 25 de abril de 2010

Não percam este Sonho que Grita por LIBERDADE!!!!


Tenham a coragem de entrar na Casa de Bernarda Alba!
 “O teatro é poesia que irrompe do livro e se faz humana. E assim acontecendo, fala e grita, chora e se desespera. O teatro precisa de personagens que se apresentem em cena vestidos de poesia e ao mesmo tempo que exibam seus ossos, o seu sangue.”Garcia Lorca
Já estreou a Peça "A Casa de Bernarda Alba", numa encenação de João Rosa e com um elenco fantástico - Ângela Pinto, Paula Guedes, Manuela Cassola ,Delfina Cruz, Catarina Gonçalves, Margarida Cardeal, Ana Moreira, Raquel Dias, Maria  Zamora, e Delfina Costa.
No âmbito das comemorações do 25 de Abril festeja-se mais um ano de liberdade. 36 Anos após várias décadas de ditadura, censura e repressão seria interessante encenar esta peça. “A Casa de Bernarda Alba” de Federico Garcia Lorca, também ele vitima do sistema (fuzilado brutalmente em 1936 por uma milícia nacionalista conservadora), será neste espectáculo em particular, encenada em arena, suprimindo qualquer recurso à cenografia, gerando uma grande proximidade entre público e personagens.
Para além da particularidade acima descrita, que por si só recriará uma envolvência acrescida, pretendo personificar O GRITO DA LIBERDADE, através da morte. Para tal e para vincar este apogeu libertador: o Coro Audite Nova de Lisboa que demarcará a principal diferença do epílogo da peça. 
O espectáculo está em cena no Salão Nobre do Palácio da Independência, Largo São Domingos, 11, Lisboa (ao lado do Teatro D. Maria II) dias: 8, 9, 15, 16, 21, 22 e 30 de Abril. Horário: 19:45

Festival Silêncio

Poetry Slam
Depois do sucesso do primeiro concurso em Junho de 2009, o FESTIVAL SILÊNCIO! volta a lançar o repto a todos os poetas urbanos: o conceito é simples, basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco do MUSICBOX.
Considerado uma das mais recentes e cosmopolitas tendências da noite das grandes capitais, o Poetry Slam tem alcançado enorme sucesso nos bares de Berlim, Nova Iorque, Paris ou Londres. O conceito é simples: basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco de um clube. Emblema da cultura urbana, este novo movimento dá primazia à palavra e aos poetas e convoca todos aqueles que queiram exprimir e transmitir a sua arte através da palavra dita.
26 Jun @ 
MusicBox

quinta-feira, 22 de abril de 2010

sábado, 27 de março de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

NUM LIVRO VELHO

Num livro velho - mais ou menos de há cem anos --
por entre as suas folhas esquecida,
encontrei uma aguarela sem assinatura.
Devia ser uma obra de artista assaz forte.
Levava por título, «Apresentação do Amor».

Mas antes lhe convinha, «- do amor dos ultra estetas».

Pois era evidente quando se via uma obra
(com facilidade se sentia a ideia do artista)
que para quantos amam um tanto higienicamente,
Mantendo-se dentro do permitido de todas as maneiras,
Não era o adolescente Destinado
da pintura - com olhos castanhos de cor profunda;
Com a beleza selecta do seu rosto,
A beleza das Perversas ATRACÇÕES;
com os labios seus ideais que levam
O prazer um um corpo amado;
com os seus membros ideais moldados para leitos
uma chama que a corrente depravados morais.

                                                         Constantinos P. Cavafis
Cavafis, um dos maiores poetas gregos, nasceu em 29 de Abril de 1863 e faleceu sem mesmo dia em 1933 em Alexandria (Egipto).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

 Boletim Literário
                                                                                   por Luís Romero
                                                            

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Porque as feministas ADOPTAM uma cor roxa?

Era uma cor que as mulheres operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York tingiro estavam em um 8 de Março de 1857 quando foram assassinadas.
E passou um ser dados um a do Dia Internacional da Mulher.
Elas fizeram uma grande greve.
Ocuparam uma fábrica e começaram uma reivindicar melhores Condições de trabalho, tais como Redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), Equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam uma Receber em até um terço do salário de um homem, para Executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
Foram reprimidas com violência, trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.
Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano
                                                                                                  ________________
Uma verdadeira história e importante para nós mulheres
E para uma humanidade.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Join the campaign for climate justice and become a Climate Ally by downloading Beds are Burning for free: http://www.timeforclimatejustice.org.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os artistas sob o foco dos seus próprios ollhos

«Todos os retratos que são pintados com sentimento, são retratos do artista, não do modelo é acidental… não é ele… mas sim o pintor que, na tela colorida, se revela.»




             



Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray

domingo, 27 de dezembro de 2009

ONDJAKI

NDALU DE ALMEIDA ( ONDJAKI )
Poeta, artista plástico y actor. Nació en Luanda, Angola em 1977. Cursa acutalmente en Portugal. Licenciatura en Sociología.
O livro Os da Minha Rua, editado pela Caminho, valeu ao escritor angolano Ondjaki o Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» 2007, no valor de cinco mil euros, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores. Ondjaki acaba de lançar AvóDezanove e o Segredo do Soviético, também pela Caminho.


ESPERAR O VENTO...

II
cresce a manhã...
essa aquarela bruta
que cobra ao mundo os seus
nocturnos frios.
cresço de manhã...
a minha ramela emana
nua
o cobre do mundo
os seus amarelos tons.
de manhã
Deus distribui certeiramente
os seus castigos.
odores
cores
amores...
(...)
Deus:
também eu desejo
esse castigo azul...


III

não sei dizer este azul que encaminha
os céus...
sei respirá-lo intenso
na vibração densa, descompassada
dos olhos que se entornam nele...
não sei morrer noutra cor.
antes esta tonalidade
assim-breve
assim-escorregadia
desintegrando a noite
reinventando o dia.
e eu...
eu não sei escrever este azul
que dá luz á manhã...


IV

há no silêncio do ar
uma paz autorizada...
um murmúrio lírico
no renascimento
de cada momento.
o pássaro brinca entre uma nota de assobio
e um sopro de vento.
a borboleta adormece — encantada.
(...)
para haver paz
há que caminhar silêncios.


V

quero o aconchego
da sombra.
da árvore.
a sua frescura
a sua candura.
quero o seu caule
sólido
a maciez da sua seiva
a dureza da sua raiz.
quero a paz das suas folhas
deitadas
deleitadas
adormecendo — na paz do tempo.


VI

no cântico longínquo das nuvens
cresce uma andorinha branca.
deforma-se
o mundo
para uma nova densidade.
sorri
a primeira gota de chuva.
este cântico das nuvens é
um bramido suave
que adormece os olhos
os olhares
dos bichos.
a andorinha cessa o seu voar.
a nuvem cessa o seu cantar.
a gota de chuva
densa
despede-se do mundo...
e voa!


VII

só na ilusão da asa
o ser se sonha.
seu degredo. sua afluência.
quantas vezes
sem consciência.
só no silêncio da asa
o ser se sonha.
pouco enredo. pouca ciência.
raras vezes
em abstinência.
só na solidão da asa
o ser se silencia.

XII – vento

és a casa dos pássaros.
és o não-chão. nem tremor nem homens nem calor. és o
aéreo que encandeia as nuvens e, num passo gêmeo, as
conduz.
és sedução genuína nessa textura que usas no mar. os
pássaros te freqüentam erráticos porque também és o
eco da poesia — a estranha densidade de nada pisar.,
o não silencioso.
o silencioso.
és o deserto que chove sobre o mundo