«Todos os retratos que são pintados com sentimento, são retratos do artista, não do modelo é acidental… não é ele… mas sim o pintor que, na tela colorida, se revela.»
Poeta, artista plástico y actor. Nació en Luanda, Angola em 1977. Cursa acutalmente en Portugal. Licenciatura en Sociología.
O livro Os da Minha Rua, editado pela Caminho, valeu ao escritor angolano Ondjaki o Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» 2007, no valor de cinco mil euros, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores. Ondjaki acaba de lançar AvóDezanove e o Segredo do Soviético, também pela Caminho.
ESPERAR O VENTO...
II cresce a manhã... essa aquarela bruta que cobra ao mundo os seus nocturnos frios. cresço de manhã... a minha ramela emana nua o cobre do mundo os seus amarelos tons. de manhã Deus distribui certeiramente os seus castigos. odores cores amores... (...) Deus: também eu desejo esse castigo azul...
III não sei dizer este azul que encaminha os céus... sei respirá-lo intenso na vibração densa, descompassada dos olhos que se entornam nele... não sei morrer noutra cor. antes esta tonalidade assim-breve assim-escorregadia desintegrando a noite reinventando o dia. e eu... eu não sei escrever este azul que dá luz á manhã...
IV há no silêncio do ar uma paz autorizada... um murmúrio lírico no renascimento de cada momento. o pássaro brinca entre uma nota de assobio e um sopro de vento. a borboleta adormece — encantada. (...) para haver paz há que caminhar silêncios.
V quero o aconchego da sombra. da árvore. a sua frescura a sua candura. quero o seu caule sólido a maciez da sua seiva a dureza da sua raiz. quero a paz das suas folhas deitadas deleitadas adormecendo — na paz do tempo.
VI no cântico longínquo das nuvens cresce uma andorinha branca. deforma-se o mundo para uma nova densidade. sorri a primeira gota de chuva. este cântico das nuvens é um bramido suave que adormece os olhos os olhares dos bichos. a andorinha cessa o seu voar. a nuvem cessa o seu cantar. a gota de chuva densa despede-se do mundo... e voa! VII só na ilusão da asa o ser se sonha. seu degredo. sua afluência. quantas vezes sem consciência. só no silêncio da asa o ser se sonha. pouco enredo. pouca ciência. raras vezes em abstinência. só na solidão da asa o ser se silencia.
XII – vento és a casa dos pássaros. és o não-chão. nem tremor nem homens nem calor. és o aéreo que encandeia as nuvens e, num passo gêmeo, as conduz. és sedução genuína nessa textura que usas no mar. os pássaros te freqüentam erráticos porque também és o eco da poesia — a estranha densidade de nada pisar., o não silencioso. o silencioso. és o deserto que chove sobre o mundo
Entrar no mar, Gosto de molhar Sol amarelo Céu azul papel A bem com a vida Chego de futuro Onde vai dar Areia branca A água azul do mar Que me consola É o sol É de manhã É no pensamento A bem com a vida É entrar no mar É desejo sem fim É entrar no mar É entrar no amar.
O incêndio que atingiu esta madrugada o prédio do Hot na praça da Alegria deixou as instalações inutilizáveis. A cave onde funciona o clube ficou inundada com a água dos bombeiros.
Com sessenta anos de idade e 48m2.
Por ele passaram monstros como Count Basie, Dexter Gordon e Sarah Vaughn. Será que os partidários deste antigo clube, que concebeu gerações, ficaram sem o seu recanto!?...
Por se tratar de uma situação de emergência, a EGEAC, a estrutura da Câmara de Lisboa que gere o Cinema São Jorge admite albergar o Hot Clube de Portugal temporariamente naquela sala de cinema.
não é um fenômeno natural, mas um problema criado pelos homens. Qualquer pequena acha de madeira, cada gota de óleo e gás que os seres humanos queimam são lançados na atmosfera e contribuem para as mudanças climáticas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Para:
Mª dos Caracóis e Isabel Andreia
Depois da azáfama dos trabalhos da escola, sem efeitos quânticos, passo só a adquirir energia em quantidades discretas, numa nova fórmula de matéria, até então desconhecida propriedade do meu ser. Vou finalmente relaxar na minha interacção com o mundo exterior…daí um grande abraço de saudades trsocas Roxa
Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Ler é maçada, estudar é nada. O sol doira sem literatura. O rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma. Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol que peca Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca...
Clara Pinto Correia vai ser a próxima convidada do ciclo de palestras "Os Livros que estou a ler", no dia 15 de Setembro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.
Com 75 anos, João Vieira faleceu (05 Set 2009), vítima de complicações depois de uma operação ao coração realizada ontem no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Nascido em Vidago, Trás-os-Montes, em 1934, João Vieira ingressou em 1951 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou os dois primeiros anos do curso de pintura.
“Embora gostasse de música, a pintura era a vida de João Vieira”