sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Para:
Mª dos Caracóis e Isabel Andreia
Depois da azáfama dos trabalhos da escola, sem efeitos quânticos, passo só a adquirir energia em quantidades discretas, numa nova fórmula de matéria, até então desconhecida propriedade do meu ser. Vou finalmente relaxar na minha interacção com o mundo exterior…daí um grande abraço de saudades trsocas Roxa
Mª dos Caracóis e Isabel Andreia
Depois da azáfama dos trabalhos da escola, sem efeitos quânticos, passo só a adquirir energia em quantidades discretas, numa nova fórmula de matéria, até então desconhecida propriedade do meu ser. Vou finalmente relaxar na minha interacção com o mundo exterior…daí um grande abraço de saudades trsocas Roxa
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A Noite Rimada
Pela serra ao luar
ia um menino sozinho
ia um menino sozinho
sem sono pra se deitar.
Ia o menino a pensar
porque seria ele só
sem sono pra se deitar.
Ia o menino a pensar
que há tanto por pensar
e a cidade a descansar.
Ia o menino a pensar
porque seria ele só
sem sono pra se deitar.
Quem dorme sem ter pensado
deve ter sono emprestado
não é sono bem ganhado.
Ia o menino a pensar
como poder arranjar
muita força pra pensar.
Ia o menino a arranjar
muita força pra pensar
o próprio sonho ganhar
Almada Negreiros por Elsa Noronha
domingo, 11 de outubro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
FERNANDO PESSOA
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer! 
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
domingo, 13 de setembro de 2009
Miguel Torga
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha,
(São Martinho de Anta, Vila Real, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995)
foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
"Os Livros que estou a ler" com Clara Pinto Correia
Clara Pinto Correia vai ser a próxima convidada do ciclo de palestras "Os Livros que estou a ler", no dia 15 de Setembro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.

Clara Pinto Correia vai ser a próxima convidada do ciclo de palestras "Os Livros que estou a ler", no dia 15 de Setembro, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa.
domingo, 6 de setembro de 2009
Morreu o pintor João Vieira, 1934-2009
Com 75 anos, João Vieira faleceu (05 Set 2009), vítima de complicações depois de uma operação ao coração realizada ontem no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.Nascido em Vidago, Trás-os-Montes, em 1934, João Vieira ingressou em 1951 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou os dois primeiros anos do curso de pintura.
“Embora gostasse de música, a pintura era a vida de João Vieira”
Luiz Carvalho
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
FERNANDO PESSOA
Poesia de Fernando Pessoa: Adiamento
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
Morreu aos 47 anos na mesma cidade onde nasceu, tendo a sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... " ("Não sei o que o amanhã trará").
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Fernando Pessoa
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Ai que prazer
Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Leonel Moura ontem inspirou-me com a sua Mona Lisa, claro na falta de um robô utilizei o photoshop.Desde a “Louca da Casa” da Rosa Monteiro ao livro do “Desassossego” do Fernando Pessoa, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
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