Obra Autora:Adília Lopes (Nascida em Lisboa em 1960) Poetisa, cronista e tradutora Editor - Mariposa Azual
Escolhi Adília não hoje, mas há muitos anos, já ela me convidava a conhecer os gatos dela mesmo sabendo que sou alérgica a gatos. Não gosto de casamentos mas gostei particularmente do casamento de Adília no Tapete de Arraiolos da sala de jantar. Os convidados somos todos nós, leitores, e não há melhor amor quando é espontâneo, sem pensarmos nas manchas que eventualmente sugam ou sujem o tapete da nossa alma que passará a ter de certeza cores diferentes. Nada, melhor do que estar apaixonada, ou pior do que estar a viver em estado de tintas fixas em loucos sonhos sem lamentos, sem pensarmos nos erros de ortografia e na gramática da moral. Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, leva-me a subir a bainha da saia e mostrar o prazer de ler e entrar nos conflitos dos relacionamentos onde a música ajeita o corpo em sons que se perdem nas minhas células em Êxtase cósmico. Foi com Adília que me deixei apaixonar sem que seja necessário o “objecto” amado, é deixar fluir a vida, os sonhos do quotidiano, secretos “objectos” do imaginário. Nas pontas das palavras em passos miudinhos onde o mundo amadurece, desvinculada do moral, Adília sugere-nos um programa como directora artística de uma “Obra” de tangos cheia de desafios, uma dança a par com malícia literária de um estilo próprio. Adília Lopes deu-me o (en)canto de identificação de um dialogo novo, do exótico, do sensual, dos paradoxos. Reivindica o seu sexo, uma mulher bela «nu» espelho mágico, “uma mulher tão depressa era feia era bonita” – A Bela Acordada, pag. 300. “Obra”, a sua certidão, a autobiografia. “Pinto para dar uma face ao medo” disse Paula Rego uma das mais conceituadas pintoras, assim identifico e relaciono a ilustração da capa e contra capa da “Obra”, forma da artista se comprometer com os sonhos de Adília Lopes.
Gostava de conhecer Adília Lopes em pessoa.
Maria Teresa Macedo
Adília Lopes - "Louvor do lixo"
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gilles Deleuze
(Paris, 18 de Janeiro de 1925 — Paris, 4 de Novembro de 1995) foi um filósofo francês.
«A gente vai sempre à procura nos textos dos outros de instrumentos para continuarmos a pensar por nós.»
Qual é a cor do Amor ?...Amorcor A suaPaixãoé oAZUL, preferia o vermelho vice eversa… Mudou de morada… vive nas nuvens, bem pertinho do AZUL, oSOLtambém lá está. Uma questão de dignidade, sentidos, sentimentos, emoções, é uma coisa boa. Redescobrir a minha liberdade, uma espécie de regeneração. Algum esclarecimento, disponham.
Paula REGO (1935) “Pinto para dar uma face ao medo”, disse um dia uma das mais conceituadas pintoras do meio artístico britânico. Paula Figueiroa Rego nasceu em Lisboa, em 1935. Oriunda de uma família da alta burguesia, frequenta o colégio St Julian’s, no Estoril. Os professores cedo reconhecem o seu talento para a pintura e incentivam-na a prosseguir uma carreira que em Portugal estava destinada aos homens ou a jovens de sociedade, enquanto breve devaneio diletante, antes de se tornarem esposas e mães. O término dos estudos em Londres determinaria um outro futuro; aceite pela Slade School of Art (1952-1956), Paula Rego conhece o pintor Victor Willing, com quem vem a casar, e aprende a fazer “arte de adulto”, como chama à pintura de cavalete. Gestualista e espontânea, habituada a desenhar no chão, em contacto directo com os objectos da pintura, esta nova forma de criar afasta-a do seu universo infantil, das estadas na Ericeira em casa dos avós paternos, das histórias terríficas da tia Ludgera, das ilustrações do Blanco y Negro e do Pluma y Lapiz do avô, e dos livros ilustrados com gravuras do pai. A viver na Ericeira (1957-1962) após o nascimento da primeira filha, é numa ida a Londres, dois anos depois, que Paula Rego encontra Dubuffet e, com ele, a libertação. A Arte Bruta vinha justificar a sua necessidade de romper com o instituído e com a conformidade hipócrita que exalavam da ditadura de Salazar e da moral bafienta de uma religião com que não se identificava. A violência de Salazar Vomitando a Pátria (1960) encontra eco noutras obras deste período. Dentes, vómito, sangue, garras, excrementos e órgãos sexuais são lançados na tela num ímpeto feroz, apenas refreado pela técnica da colagem de fragmentos de jornal, inquietantes testemunhos de um presente compactuante com o estado das coisas. Cães Vadios (1965) é outra parábola à opressão da ditadura, esta baseada num artigo de jornal sobre o envenenamento de cães vadios em Barcelona. À falta de imagens impressas, Paula Rego desenha as figuras, que recorta, cola e repinta, num ritual de mutilação que não é alheio ao acto criativo.Os anos 60 são pontuados por exposições colectivas em Inglaterra e pela primeira individual em Portugal, na Galeria de Arte Moderna, nas Belas-Artes (1965-1966), onde é muito bem recebida pela crítica.Os anos 70 foram anos de consolidação e de mudança: ganha uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer pesquisa sobre contos infantis (1975); figura com onze obras na exposição Arte Portuguesa desde 1910 (1978); dá-se a falência da empresa familiar e a venda da quinta da Ericeira (1979) e instala-se definitivamente em Londres com a família. As colagens dos anos 70 seriam as últimas. Paula Rego ansiava por voltar à pintura, mais livre, mais directa. A morte do pai, em 1966, marcou um regresso ao desenho, que se assume em definitivo na série de acrílicos sobre papel O Macaco Vermelho (1981). O seu mundo intimista, de memórias infantis, inspirado em dados reais ou imaginários, mas sempre conscientes, é agora interpretado por figuras antropomórficas. O macaco, o leão e o urso, saídos de um teatro de criança de Vic Willing, interpretam as histórias que Paula Rego inventa ou recria. O quotidiano e os dramas humanos são aqui retratados com uma mestria que atinge o seu culminar na série de grande formato das óperas (1983) e no cinemático Muro dos Proles (1984), de mais de seis metros de comprimento, inspirado na obra literária de George Orwell. As histórias desfilam em sequências ordenadas, em que os referentes são mais ou menos óbvios e em que predominam uma sexualidade e uma agressividade perturbantes. Os personagens, saídos do catálogo da Disney ou de ilustrações de contos infantis, actuam como figuras de Bosh, dignos habitantes de um Inferno contemporâneo. A viragem radical dá-se com a série da menina e do cão. A figura feminina assume claramente a liderança na acção, enquanto o cão é subjugado e acarinhado. A menina faz de mãe, de amiga, de enfermeira e de amante, num jogo de sedução e de dominação que continua em obras posteriores. Sentimentos e papéis debatem-se num merry-go-round onde dominadores e dominados se confundem. Tecnicamente as figuras ganham volume, o espaço ganha solidez e autonomia, a perspectiva cenográfica está montada. Em 1987, Paula Rego assina com a galeria Marlborough Fine Art, o passo que faltava para a divulgação internacional. A morte de Vic nesse ano é assinalada em obras como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988, em que o espectro da separação e a autonomia da mulher em relação ao elemento masculino estão presentes. A convite da National Gallery, em 1990, Paula Rego ocupa um ateliê no museu e pinta várias obras inspiradas na colecção. Tempo – Passado e Presente (1990-1991) conclui a série das despedidas, numa recriação feliz de momentos da infância, de referências aos clássicos e de vivências quotidianas. Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher-Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres fortemente simbólicas, representadas sozinhas, mas aparentemente escravizadas a algum parceiro ausente ou imaginário (Fiona Bradley, 1997). Esta espécie de regressão, do humano ao animal, tem paralelo na série do Aborto (1997-1999), crítica aberta ao referendo que em Portugal justificou a continuação da criminalização do aborto. Nesta série, a mulher é colocada numa situação de vulnerabilidade, sustentada por posturas menos dignas ou incómodas pelo significado que encerram. Não há alegoria ou parábola. A realidade invisível, apenas sugerida, é mais desconfortável do que a delação de situações sociais da série inspirada nos desenhos de Hogarth (Betrothal, 1999), ou do que a subversão de temas religiosos (série O Crime do Padre Amaro, 1997-1998; Marta, Maria e Madalena, 1999). Mães e filhas, passado e presente, crescimento e envelhecimento atravessam A Casa de Celestina (2000-2001), palco privilegiado onde desfilam as mulheres da vida de Paula Rego, as mulheres da nossa vida, num banquete em que o ar ausente dos actores garante que, ali naquele momento, se alimentam apenas de sonhos. Sonhos de quem não queria crescer. SANDRA SANTOS
Manifesto Anti-Dantas Pela polémica que detonou, é talvez o texto doutrinário mais conhecido de Almada. Foi escrito em 1912, mas impresso sobre papel de embrulho em Abril de 1913. "O Manifesto" é um texto que maldiz uma das figuras da literatura portuguesa que, durante algumas décadas, representou a cultura académica e conformista, influenciando todo um conjunto de escritores, jornalistas, políticos e actores. Trata-se de Júlio Dantas, cuja peça de teatro "Mariana Alcoforado" foi satirizada em jeito de caricatura social, por Almada Numa passagem de "O Manifesto", o futurista critica Dantas deste modo: «Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrizinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!»
...para acabar de vez com a cultura... ou não! Depois digam que diferenças encontram no Portugal século XXI...
"Ideia segundo o texto de Almada Negeiros sobre julio dantas. O original é melhor... e eu ao pé do Mario Viegas, é comparar o olho do cu com a feira de beja".João Arzileiro
Theo Jansen é um engenheiro artista que pretende estudar o progresso da mobilidade e esculpir o ar que nos rodeia dando-lhe vida, dimensão e forma, ultrapassando as fronteiras do que sabemos e sentimos.
1866 Courbet era já um pintor conhecido em França pela sua destreza técnica mas sobretudo pela sua atitude crítica e corrosiva em relação à sociedade e moral burguesas, que não perdia ocasião de afrontar. Courbet era um socialista convicto, arrogante e auto confiante.
“A cor é um poder que influencia directamente a alma. A cor é o teclado, os olhos são os martelos, a alma é o piano com inúmeras teclas. O artista é a mão que toca, aflorando uma ou outra tecla, a fim de provocar vibrações na alma.” Este paralelo entre a música e a pintura perseguiu Kandinsky e inúmeros artistas, compositores e escritores dos últimos anos do passado século e primórdios do seguinte.
John Baldessari “Olha para o tema como se nunca o tivesses visto antes. Examina-o de todos os lados. Desenha o seu contorno com as mãos, e satura-te com ele.”
Sol LeWitt “Na arte conceptual, a ideia ou conceito é o aspecto mais importante do trabalho… todo o planeamento e tomada de decisões são decididos de antemão e a execução é uma questão mecânica. A ideia torna-se máquina que faz a arte.”
“O nosso trabalho não é um desafio profissional de martelar pregos de elevado risco. É uma forma de brincar. Descontrai-te e diverte-te com ele.”
Marcel Duchamp “A obra de arte baseia-se sempre nos dois pólos, observador e criador.”
“São os observadores que fazem as imagens.”
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
KL Design Week is calling for entries on it's BECOME exhibit which was conceptualized on the realization that Designers must play a bigger and more pro-active role in inculcating awareness in saving our planet.